...Quando não mais o verde, e a água for apenas um líquido viscoso, escura e mal cheirosa... Quando o ventre prdre da terra infécta e estéril não mais fizer nascer... Quando o ar pezado e seco nos arder nos olhos e pulmões... Deitaremos tristes e febris nossos corpos esgotados e nossas mentes resentidas em belos e finos colxões de dinheiro. E ali, morreremos inanes, consumidos pelo próprio "ter", enquanto nosso "ser" se esvai no silêncio escuro e vazio do nada eterno.Um tempo, dois tempos, três tempos passarão... E os filhos dos filhos dos nossos filhos, veram através de instrumentos, e nada mais sentiram pois o tato lhes terá abandonado. Dois furos sem forma definida abrigaram mangueiras com filtros ligadas aos pulmões, e o olfato lhes terá deixado. Os odores serãm apenas palavras. Um tubo sujo e transparente lhes conduzirá a pasta nutritiva até o estômago, mas o paladar não detectará nenhum sabor. O prazer fisico do sexo será somente uma lenda, um mito distante da realidade presente. Nossos descendentes não seram mais que óvulos fecundados artificialmente por um processo seletivo onde a corrupção determinará quem deverá nascer para esse bizarro mundo de estranhezas futuras. Nossa comunicação não passará de gestos articulados com dificuldades e acompanhados de grunhidos grotescos que se assemelharam a gemidos.
...E então, os deuses e o paraíso estaram mais próximos e presentes, pois seremos nossos próprios demônios sobrevivendo no inferno que teremos criado.
Quem dera, fosse diferente.







